8º Santos Film Fest acontece de 21 a 29 de junho em mais de 10 espaços da cidade

Santos Film Fest – Festival Internacional de Cinema de Santos chega à oitava edição de 21 a 29 de junho. Com os temas “Basta!” “O Cinema Nosso de Cada Dia”, o mais importante evento do gênero no litoral paulista exibirá mais de 60 filmes, terá atividades formativas (palestras, bate-papos, mini cursos) presenciais e virtuais, com os objetivos de oferecer uma programação vasta e completa, de curtas e longas-metragens, estimular a produção cinematográfica regional, não apenas de curtas, mas de longas, promover o intercâmbio entre artistas da Baixada e outras localidades, resgatar e promover a memória cinematográfica, democratizar o acesso à cultura e difundir o cinema como ferramenta de inclusão, educação e turismo.  

Entre os espaços que receberão atividades estão o Cine Roxy, tradicional cinema de rua com 88 anos de existência, o Cine Arte Posto 4 (cinema público), Cinemateca de Santos, Associação Tia Egle, escolas públicas como a ETEC Aristóteles Ferreira e Olga Curi, Open House Idiomas, Novotel, Praça Abílio Rodrigues Paes (“Praça do BNH”), Instituto Arte no Dique. Toda a programação será gratuita.

“Queremos dizer basta ao ódio, à intolerância, ao preconceito e à violência que têm crescido no país. E entendemos que a cultura e, consequentemente, a arte, são fundamentais neste processo de construirmos um país mais justo, inclusivo, que melhore socialmente, economicamente”, explica o idealizador e diretor geral do SFF André Azenha. “O Brasil é um país de muitas culturas, maneiras de viver, existir, pensar e, com o festival, temos tentado ser um retrato, no sentido audiovisual, dessa pluralidade. E por tudo isso também buscamos atingir de crianças a adultos e entendemos o cinema como algo que deve ser valorizado em todos os seus gêneros”, ressalta a diretora de produção Paula Azenha.

ABERTURA E HOMENAGENS

A abertura da oitava edição está prevista para acontecer no Cine Roxy 5 (Av. Ana Costa, 443, Gonzaga). Na ocasião, a partir das 18h, na área externa do cinema, ao lado do Cine Café, acontecem sessões de autógrafos de livros da Coleção Santos Film Fest, inaugurada em 2021, editada pela Cinezen Edições Literárias e que publica livros no formato pocket que buscam preservar a memória cinematográfica. Crônicas de um Louco… Por Cinema, do jornalista e crítico de cinema santista Marcelo Reis, reúne crônicas sobre o valor afetivo dos filmes, misturando memórias cinematográficas e da vida do autor. A designer gráfico e professora Marcia Okida ganhará uma autobiografia. E História do Santos Film Fest recebe segunda edição. Também serão inauguradas duas exposições, no foyer do cinema: 20×50: De Dom Corleone a Zé Pequeno reunirá 25 cartazes selecionados a partir de inscrições de várias partes do país sob curadoria de Marcia Okida. Todas as peças artísticas têm algo em comum dos dois filmes que transformaram o cinema. Feliz Aniversário: Filmes que Marcaram a Cultura Pop no Século XXI terá 15 desenhos do quadrinista Denis Dym Freitas e de seus alunos retratando os vinte anos de Harry Potter, os vinte anos de Homem-Aranha e os dez anos de Vingadores.

Márcia Okida, foto: Sid Marcos.

Já às 20h tem início a cerimônia de abertura na sala de cinema do Roxy, com as homenagens à professora Marcia Okida, coordenadora do curso de Multimídia da Unisanta, o primeiro a lidar com audiovisual no âmbito acadêmico em Santos e artista de destaque em diversos projetos culturais, e ao cineasta carioca Wagner de Assis, diretor de longas de sucesso como KardecNosso Lar, entre outros. Em seguida haverá a avant-première de Sexcore: A História do Carnal Desire, documentário em longa-metragem dirigido pelo santista Rodiney Assunção. No final da década de 1980, nascia uma banda que marcaria o rock santista pela irreverência, bom humor e som pesado. Inspirado em bandas como S.O.D., o policial militar Tarso Wierdak criou o Carnal Desire. Desse momento em diante, o hardcore santista ganhava uma nova vertente: o sexcore! E o sonho levou a banda até o cobiçado Programa Do Jô, na Rede Globo, duas vezes, a ter videoclipe na MTV, etc.  A entrada para a cerimônia de abertura é mediante um quilo de alimento não perecível em prol da Associação Tia Egle e do Instituto Arte no Dique.  

Wagner de Assis.

Rodiney Assunção é professor, designer gráfico e cineasta, diretor de filmes como Os Portais do Inferno se Abrem: A História do Vulcano (2016) e Califórnia Brasileira: O Hardcore Punk em Santos de 1991 a 1999 (2017), ambos em codireção com Wladimyr Cruz. “Abrirmos a programação com um longa dirigido por um santista vem de encontro a uma de nossas bandeiras, que é que a cidade passe a ser um reduto de produções de longas-metragens, que movimentem a cadeia produtiva, entrem no circuito comercial e também sirvam de estímulo para novos cineastas”, diz André Azenha.

“Marcia Okida é pioneira de várias maneiras na cultura santista. Um exemplo que inspirou e inspira milhares de alunos que passaram por suas aulas, seus cursos, além de ter um olhar talentoso e transitar entre diferentes artes. Temos batalhado pela valorização do artista santista e o estreitamento de sua obra com o púbico. Estamos felizes em poder prestar essa reverência a ela”, afirma Paula.

‘Já a homenagem a Wagner de Assis busca evidenciar um tipo de cinema brasileiro que consegue a adesão popular. Em 2010, pela primeira e única vez em nossa história, mais da metade das salas de projeção do país foi ocupada por filmes brasileiros: Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é OutroChico Xavier e Nosso Lar. Foram produções de grande bilheteria. O segundo e o terceiro dessa lista de temática espírita. O último, dirigido por Wagner. O brasileiro tem essa questão ecumênica, e filmes sobre a fé acabam sendo uma espécie de blockbuster nacional”, explica André. Wagner ganhará uma mostra retrospectiva de seus filmes no SFF, no Cine Arte Posto 4, no jardim da praia, e fará um bate-papo com o público na manhã de 22 de junho no Novotel.

Bráulio Mantovani.

20 ANOS DE CIDADE DE DEUS

O roteirista Bráulio Mantovani, de Cidade de Deus e muitos outros filmes de destaque do cinema nacional como os dois Tropas de EliteO Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, etc, participará de bate-papo em 23 de junho, uma quinta-feira, 19h30, de forma virtual, nos canais doSantos Film Fest (www.youtube.com/santosfilmfest) e do Sesc Santos.

MOSTRAS COMPETITIVAS

         As mostras competitivas nacionais de longas e curtas-metragens acontecerão no Cine Arte Posto 4, a partir de 23 de junho. Os horários das sessões (duplas, sempre com um curta seguido por um longa) serão sempre 16h, 18h30 e 21h. No cinema público também haverá a retrospectiva com filmes dirigidos por Wagner de Assis. Já a Mostra Regional, com curtas-metragens produzidos na Baixada Santista, será realizada em 27 de junho, à noite, no Cine Roxy 5. E a mostra de curtas de animação será realizada nas sessões ao ar livre e nas escolas e ONGs, detalhes abaixo.

         Os júris foram formados por profissionais de carreiras extensas e respeitadas no meio audiovisual. O júri da Mostra Nacional foi composto pelas cineastas Andrea Pasquini, Julia Katharine, e os professores doutores Jamer Guterres de Mello e Rogério Ferraraz. Já as mostras regional e de animação tiveram como jurados a atriz Ondina Clais, a designer gráfico e professora Márcia Okida e o professor e cineasta Wanderley Camargo. Foram mais de 600 obras inscritas de várias partes do Brasil durante um mês. Os filmes selecionados serão anunciados na segunda semana de junho.

Flores do Cárcere.

SESSÕES ESPECIAIS E AO AR LIVRE

O festival terá uma programação voltada ao público adolescente na ETEC Aristóteles Ferreira (Av. Epitácio Pessoa, 466, Aparecida), que recebe jovens das nove cidades da Baixada Santista e tem auditório de 230 lugares. Parte da plateia será reservada aos estudantes e parte ao público em geral. Trata-se de uma vontade de retomar a programação cultural em escolas estaduais, que décadas atrás foi muito forte em Santos. As sessões serão seguidas de bate-papos com os diretores dos filmes. Estão programadas sessões dos filmes Pauê: O Passo de um Vencedor, de Fabio Cappellini e Alessandra Pereira, seguido de bate-papo com Fabio (27/06), Cisco Araña: Longboard Bossa Nova, de Robinson Patrício, seguido de bate-papo com o surfista Cisco Araña e o diretor Robinson (28/06) e Califórnia Brasileira, de Wladimyr Cruz e Rodiney Assunção, sobre o rock santista dos anos 1990, seguido de bate-papo com os dois (29/06).

Flores do Cárcere, filme rodado em Santos

No sábado, 25 de junho, 16h, no Cine Roxy 5, acontece sessão especial do filme Flores do Cárcere, dirigido por Paulo Caldas e Bárbara Cunha. Doze anos depois de saírem da prisão, seis ex-detentas retornam à Cadeia Pública de Santos, em São Paulo. A penitenciária, que antes alojava tantas mulheres entre grades, hoje está deserta. E elas preenchem este espaço vazio com seus depoimentos sobre o encarceramento e refletem o processo de reinserção na sociedade. Após a sessão haverá breve bate-papo com integrantes da equipe de produção do filme. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SagCgyqArBc.

Os diretores do festival André e Paula Azenha.

SESSÕES INFANTIS

         Como sempre tem feito, buscando levar o cinema para “além da bolha”, o Santos Film Fest promove sessões para os pequenos. Dia 24 de junho, uma sexta-feira, 19h, na Praça do BNH, acontecerá sessão infantil ao ar livre, com curtas-metragens de animação e filme da Turma da Mônica. No dia 25 de junho, sábado, acontecem sessões infantis às 17h e 19h no pátio da escola Olga Curi. No mesmo dia, 25 de junho, também 17h e 19h, serão realizadas sessões infantis na Associação Tia Egle, uma dentro da ONG, à tarde, e a outra, à noite, ao ar livre. Todas essas sessões terão distribuição de pipoca. Também acontecerão sessões infantis no Instituto Arte no Dique.

SESSÃO AZUL

         Na sexta-feira, 24 de junho, 14h, no Cine Roxy 5, o Santos Film Fest fará uma Sessão Azul para crianças aluistas de entidades ligadas à APAE. Grupo Inclusão Para Todos, entre outras. A sessão tem características específicas, como meia luz, ar condicionado ameno, som mais baixo, etc.

PALESTRAS, WORKSHOPS E BATE-PAPOS

         Todos os dias pela manhã, a partir de 22 de junho, a partir das 9h, no canal do Santos Film Fest, serão disponibilizados vídeos com depoimentos dos diretores e diretoras dos filmes das mostras competitivas.

         Na quarta-feira, 22 de junho, 10h, acontece bate-papo no Novotel com o cineasta Wagner de Assis. À tarde, 14h, será a vez do cineasta Lufe Steffen ministrar workshop sobre roteiro para filmes de temática LGBTQIA+. Ainda na quarta, também no Novotel, acontece palestra com Audrey Duarte sobre Marketing no Audiovisual.

         Domingo, 26 de junho, das 10h às 12h e 13h às 17h ocorre workshop Produção de microdocumentários com Rodiney Assunção, no Novotel.

         Terça, 28 de junho, das 15h às 17h30, em local a ser confirmado, será a vez de Márcia Okida ministrar workshop de Criação de Cartazes para Filmes. Todas essas atividades são gratuitas, mas possuem vagas limitadas mediante inscrição no site www.santosfilmfest.com.

VIRADA CINEMATOGRÁFICA COM CAFÉ DA MANHÃ

         Na sexta, 24 de junho, 23h, acontece a tradicional Virada Cinematográfica com Café da Manhã, na Cinemateca de Santos. Será exibida a trilogia O Poderoso Chefão. Quem ficar até o final, pela manhã de 25 de junho, poderá desfrutar de café da manhã oferecido pela Padaria Nova Princesa.

ENCERRAMENTO E EXPOSIÇÃO

         Na quarta-feira, 29 de junho, a partir das 18h, na Open House Idiomas, acontece bate-papo com Waldemar Lopes sobre os 40 anos do filme Victor ou Vitória, de Blake Edwards, estrelado por Julie Andrews que interpreta uma mulher que se finge de homem fingindo ser mulher. Às 19h, começa o vernissage da exposição À Luz da Sétima Arte, com pinturas de Waldemar que retratam cenas de filmes clássicos, estrangeiros e nacionais. Durante o lançamento da exposição, serão anunciados os vencedores da Mostra Regional. Já os vencedores das mostras nacionais serão divulgados em live, no canal do festival no Youtube, mais cedo, 16h.

O FESTIVAL

Realizado com sucesso em 2014 e 2015, ainda como Mostra Cine Brasil Cidadania, reunindo filmes de longa-metragem brasileiros contemporâneos inéditos na Baixada Santista, a partir de 2016, com a inclusão de produções estrangeiras e a necessidade de atender à demanda e aumentar a programação, passou a se chamar Santos Film Fest – Festival Internacional de Cinema de Santos.

Nestes anos, exibiu cerca de 500 filmes, nacionais e estrangeiros, promoveu mais de 120 atividades formativas gratuitas entre bate-papos, oficinas e masterclasses, além de exposições, lançamentos de livros e apresentações musicais com artistas regionais, envolvendo mais de 500 profissionais das mais diversas áreas culturais.

O Festival vem ressaltando a importância da representatividade, com filmes e presenças de artistas negros, LGBTQIA+, mulheres. Com objetivos de ser uma vitrine para a produção audiovisual da Baixada Santista, colocar estes cineastas em contato com cineastas de outras cidades, estados e até países, fortalecer o intercâmbio cultural, preservar a memória cinematográfica, a formação de público para o cinema e a cultura como um todo, o caráter educativo e turístico da cultura, e o acesso público a bens culturais, o Santos Film Fest tem se caracterizado pelo caráter itinerante, levando sessões e atividades a áreas em situação de vulnerabilidade social de Santos, escolas públicas, bem como levando crianças de creches e escolas públicas ao Cine Roxy.

O SFF homenageou artistas como os atores Luciano Quirino (santista) e Ondina Clais, que passaram a batizar os troféus de homenagens do festival, as cineastas Eliane CaféAndrea Pasquini, Angela Zoé, Julia Katharine (primeira diretora trans a ter um filme no circuito comercial brasileiro), Adelia Sampaio (primeira cineasta negra brasileira a ter um filme no circuito comercial), o crítico Rubens Ewald Filho, o ator Paulo Betti, os diretores Daniel RezendeSergio Rezende e Rodrigo Aragão, além dos 15 anos do Instituto Querô. Realizou exposições sobre Sonia Braga, Julie Andrews, Rubens Ewald Filho (com o acervo pessoal do crítico), e voltadas à cultura pop. Em 2021 surgiu a Coleção Santos Film Fest, com livros no formato pocket registrando autobiografias de Adelia Sampaio, Ondina Clais, Rubens Ewald Filho, e as coletâneas de artigos Grandes Interpretações do Cinema Brasileiro, de Waldemar Lopes, e Grandes Curtas: Curtas-Metragens de Grandes Cineastas, de André Azenha. Todos estes livros estão disponíveis em versão e-book para download gratuito no site do festival.

Entre as pré-estreias e exibições hors-concours realizadas pelo evento, destacam-se a pré-estreia de Turma da Mônica Laços, ne abertura do festival em 2019, com presença de todo o elenco e do diretor Daniel Rezende, BenzinhoFerrugem (com presenças dos atores protagonistas), SP: Crônicas de Uma Cidade Real, com o diretor Elder Fraga e elenco, Linha de Frente Brasil, também de Elder, entre outros.

Entre os clássicos, exibiu Fellini Oito e Meio, em cópia restaurada 4K, Dona Flor e Seus Dois Maridos (celebrando 40 anos do lançamento de uma das maiores bilheterias do cinema nacional), Hair, etc.

Tem feito parcerias com consulados do Canadá, França (com a Cinemateca Francesa também), Suécia e distribuidoras como Paris Filmes, Vitrine Filmes, Imagem Filmes, Elo, etc. Nas duas últimas edições recebeu inscrições de filmes de países como Portugal, Colômbia, Costa Rica, Argentina, Uruguai, sendo o primeiro festival do litoral paulista e contar com mostra internacional.

Em todas as edições realizou uma Virada Cinematográfica na Cinemateca de Santos, geralmente de sexta para sábado, iniciando 23h30 e indo até a manhã do dia seguinte, exibindo três filmes em sequência e com café da manhã gratuito para quem fica até o fim.

Em 2018, estabeleceu parceria com cidades criativas da Unesco e teve como um dos temas os 17 objetivos sustentáveis da Agenda 2030 da ONU.

Em 2019, iniciou uma parceria com a Mauricio de Sousa Produções, com um Cantinho da Leitura reunindo mais de 1500 gibis que depois do festival foram doados para creches da região – parceria esta que tem se repetido em sessões natalinas e filantrópicas.

O SFF foi o primeiro festival é realizar e manter uma mostra competitiva de longas, no estado de São Paulo, fora da capital e o primeiro da Baixada Santista a tratar dos 17 objetivos sustentáveis da ONU.

Na parte formativa, de palestras, bate-papos, workshops, o festival contou com cineastas, atores e atrizes, produtores, professores, curadores, críticos de cinema e jornalistas como Adelia Sampaio, Sergio Rezende, Julia Rezende, Paula Barreto, Ferrez, Ismail Xavier, Fabio Rodrigo, Lufe Steffen, Diego da Costa, Elder Fraga, Ondina Clais, Luciano Quirino, Luiz Carlos Merten, Rubens Ewald Filho, Rodrigo Aragão, Waldemar Lopes, Julia Katharine, Jamer Guterrez de Mello, Rogério Ferraraz, Tamiryz Ohana, Sílvio Tendler, Andrea Pasquini, Angela Zoé, Daniel Veiga, Jacque Cortez, Ivan13P, Rodrigo Rema, Wladimyr Cruz, Delson Matos Gomes, Camila Kater, Paola Becca (Stop Motion Our Fest), Barbara Cerro (BIT BANG Fest), Marcos Magalhães (Anima Mundi), Tammy Weiss, Maristela Bizarro, Nágila Guimarães (WIFT Brasil), entre muitos outros.

SANTOS E O CINEMA

A relação da cidade com o cinema nasceu em 1897, com sua primeira exibição cinematográfica, e, a partir daí, os santistas se apaixonaram pelo cinema, chegando a ser a cidade com maior número de salas por habitante do Brasil nos anos 30, a famosa “Cinelândia” – hoje tem 18 salas comerciais e 5 públicas de cinema, além de cineclubes, e cursos de graduação e pós-graduação em audiovisual.

Na Baixada Santista, importantes festivais pavimentaram o caminho, como o Festival de Guarujá, nos anos 70, e o Festival de Cinema Brasileiro de São Vicente, na virada do século. Três profissionais foram fundamentais para que Santos desenvolvesse tal cultura cinematográfica: o francês Maurice Legeard, fundador do Clube de Cinema e depois da Cinemateca de Santos, que promoveu a questão da cinefilia e trouxe filmes de várias partes do mundo até então inéditos na região, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, batalhador da preservação da memória cinematográfica e que levou o nome de Santos ao país, e Toninho Campos, do Cine Roxy, cuja história consiste em apoiar cineastas locais, festivais, receber pré-estreias com presenças de grandes nomes do cinema brasileiro. O Santos Film Fest A partir destes três toda a cultura cinéfila e cinematográfica de Santos cresceu e muitos projetos tem acontecido. O Santos Film Fest é herdeiro dessa cultura e presenteou a Baixada com um festival internacional apresentando longas-metragens e sua maior edição foi em 2018, com mais de 100 filmes – pela primeira vez na região um festival apresentou programação tão extensa.

8º Santos Film Fest – Festival Internacional de Cinema de Santos é realizado pelo Instituto CineZen Cultural, com apoios da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, emendas parlamentares dos vereadores Audrey Kleys, Débora Camilo, Marcos Libório, Telma de Souza, Zequinha Teixeira, apoio cultural da Blue Med Saúde, e apoios institucionais de Cine RoxyCurso de Publicidade e Propaganda da UnisantosCurso de Multimídia da UnisantaInstituto Querô, NovotelRestaurante BeduínoCantina Di LuccaPadaria Nova Princesa, Mauricio de Sousa Produções, O2 Play, Paris Filmes, Gardênia Flores e Rizzieri Eventos. A direção é dos produtores André Azenha e Paula Azenha. Outras informações: www.santosfilmfest.comwww.youtube.com/santosfilmfestwww.facebook.com/santosfilmfest e www.insstagram.com/santosfilmfest.

Vídeos das edições anteriores:

2016 – https://youtu.be/X62ku_fYHnY

2017 https://www.youtube.com/watch?v=gPcfpRonyMA&t=21s
2018 https://www.youtube.com/watch?v=AvaYb0BfzDU
2019 https://www.youtube.com/watch?v=Hx42YrBfEZE&t=24s
2020 https://www.youtube.com/watch?v=XCSVMfpJnGA&t=16s
2021 – 1 https://www.youtube.com/watch?v=Ba8AkVPKxao&t=6s
2021 – 2  https://www.youtube.com/watch?v=tKbtsZPU7J4&t=39s

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